Porque a Índia
O “PLANETA” ÍNDIA
Para cada 100 pessoas no planeta Terra, pelo menos 17 (quase 18) vivem na Índia. Isso quer dizer que fabricantes de qualquer produto de uso pessoal – como smartphones – precisam levar em conta as preferências do indiano. O país está chegando a uma população de um bilhão e meio de habitantes.
A proporção de domicílios com televisores no país é muito pequena, se comparada com o Brasil. Foi a expansão da rede celular que ampliou muito o acesso à TV aberta por lá. Por isso, o grande peso da audiência na Índia está nos celulares e não nos televisores domésticos.
Uma das alternativas consideradas para a TV 3.0 na Índia é um sistema chamado 5G Broadcast, que funciona em celulares. Ele tem a facilidade de sintonizar canais de TV mesmo sem um chip de operadora. É tão simples como você ouvir música pelo rádio do seu carro ou por um radinho de pilha. Isso deixaria os cidadãos indianos muito felizes. Mas as operadoras estão preocupadas. A moda pode pegar em outros países, como o Brasil.
Fabricantes de celulares são contra
As maiores fabricantes de celulares do momento – Apple e Samsung – por enquanto não demonstram interesse… (leia mais…)
em preparar seus aparelhos para o 5G Broadcast. Estão apenas no ATSC 3.0. Já a Qualcomm e a Motorola garantem que seus celulares têm os chipsets necessários para o 5G Broadcast. Só não estariam habilitados pelos sistemas operacionais Android e iOS.
Se o interesse é proteger as operadoras, talvez a medida seja injustificada. Uma audiência maior pode ajudar numa estratégia de “degustação”. Mais indianos podem ser seduzidos pelos recursos broadband da TV 3.0. E então vão precisar da conexão da operadora pra suportar as aplicações. Essa é a razão dos testes que estão sendo feitos com o ATSC 3.0 por lá, que é compatível com o 5G Broadcast. Se isso acontecer, a proporção de cobertura ATSC no planeta vai dar um salto gigante. Vamos fazer parte dessa maioria.
A adoção do sistema 5G Broadcast traria grande popularidade para o governo indiano junto a seus eleitores. E iria repercutir no mundo todo. Afinal, dificilmente alguma fabricante de celulares pensaria em boicotar 17% da população mundial.